Chuvas... nuvens... bolas de sabão... espumas – a água reveste-se de formas indefinidas. Relacionar, portanto, essa indefinição com gênero e sexualidades não é difícil; masculinidades e feminilidades e as infinitas formas de se ter prazer navegam pela negação de rótulos, de fixidez, de normatização, de normalização, de serialização, de classificação embora, contraditoriamente, os muitos discursos insistem em mantê-los. A proposta é encharcar-se da simbologia das espumas inspirando-se no quadro de Alyssa Monks.
O banho dessas crianças desafia pensar na articulação de imaginário, gênero e sexualidade: o imaginário é como a água que se infiltra nas estruturas mais compactas e rígidas – sociais, políticas, econômicas, culturais, históricas, pedagógicas –deixando sua marca, que pode ser da mais discreta às mais penetrantes.
Essa é a provocação para que na Educação para a Sexualidades e Gênero borbulhe leveza e profundidade; ética e estética! Imprimir o imaginário nas letras das sexualidades e das relações de gênero faz-nos inventariar seus recursos e, a partir deles, debater, pensar, admirar, indignar, gozar com as possibilidades de construir novas formas de ser em grupo mais respeitosas às diferenças – com ludicidade! Como um banho com espumas de sabão! Esse tem sido o desafio para o GDE!
Cláudia Maria RibeiroPublicado Originalmente em 02/11/2015

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