quarta-feira, 26 de julho de 2017

Preocupado com o que Está Acontecendo na Internet? Quer Conversar?

 Por: Juliana Graziella Martins Guimarães
                                                                                                                               Marco Polo Amaral

 Cartilha SafernetCartilha desenvolvida pela SaferNet Brasil sobre o Helpline BR, que é um canal de ajuda, on-line, gratuito, criado especialmente para ajudar educadores, pais, adolescente e crianças sobre o uso seguro da Internet, tirando dúvidas sobre perigos na rede e ajudando quem sofre algum tipo de violência, chantagem ou discriminação na internet. A cartilha aborda temas como os cuidados e segurança para a utilização das redes sociais, o cyberbullying, o sexting, o uso excessivo da internet entre outros assuntos.

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REFERÊNCIAS
Educadores Netdiscas SaferNet. Disponível em: <http://new.netica.org.br/educadores/cartilhas?view=true> Acesso em: 03 de julho de 2014.
SaferNet Brasil. Preocupado com o que acontece na internet: quer conversar? /Organizadores : Juliana Andrade Cunha, Rodrigo Nejm. 2. ed. – Salvador : SaferNet Brasil, 2012. 
Disponível em: <http://www.safernet.org.br/divulgue/banners/cartilha2012-web-150.pdf> Acesso em: 03 de julho de 2014. 


Postagem realizada originalmente em: 03/07/14

Criança a Alma do Negócio

   Por: Marco Polo Amaral

O documentário "Criança, A Alma do Negócio", dirigido pela cineasta Estela Renner e produzido por Marcos Nisti, mostra que no Brasil o público infantil se tornou alvo preferencial da publicidade que atualmente vê a criança como um consumidor em potencial de marcas e produtos tendo forte influencia sobre os hábitos de consumo das famílias. 
Aborda ainda como a influencia da sociedade de consumo e das mídias de massa impactam na formação de crianças e adolescentes, influenciando até mesmo as relações das crianças com as brincadeiras que cada vez mais vem sendo substituídas por visitas aos shoppings, por mídias digitais , redes sociais e aparelhos eletrônicos.
O vídeo conta com a participação de estudiosos do assunto como o educador e psicólogo francês naturalizado brasileiro Yves de La Taille especializado em desenvolvimento moral, professor do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo e Clóvis de Barros Filho Doutor em Ciência da Comunicação da escola de Comunicação e a Artes da Universidade de São Paulo e ainda com depoimentos de pedagogo/as, psicólogos/as, educadores/as e das próprias crianças versando sobre como a publicidade e a televisão podem e estão influenciando o consumo.





REFERÊNCIAS
CRIANÇA, a alma do negócio. Produção: Estela Renner e Marcos Nisti. SãoPaulo: Maria Farinha Produções, 2007. 49 min. Color. Port. Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=ur9lIf4RaZ4> Acesso em 18 de agosto 2014.

INSTITUTO ALANA. Disponível em:<http://defesa.alana.org.br/post/28846064502/crianca-a-alma-do-negocio-mostra-como-no-brasil>. Acesso em: Acesso em 18 de agosto 2014.


Postagem realizada originalmente em: 18/08/14

TRANSAMÉRICA



TRANSAMÉRICA

Por: Marco Polo Amaral

Bree Osbourne (Felicity Huffman) é uma orgulhosa transexual de Los Angeles, que economiza o quanto pode para fazer a última operação que a transformará definitivamente numa mulher. Um dia ela recebe um telefonema de Toby (Kevin Zegers), um jovem preso em Nova York que está à procura do pai. Bree se dá conta de que ele deve ter sido fruto de um relacionamento seu, quando ainda era homem. Ela, então, vai até Nova York e o tira da prisão. Toby, a princípio, imagina que ela seja uma missionária cristã tentando convertê-lo. Bree não desfaz o mal-entendido, mas o convence a acompanhá-la de volta para Los Angeles.

Fonte: Site Adoro Cinema




Trailer do filme: 



Ficha técnica:
Lançamento: 14 de julho de 2006 (1h43min)
Dirigido por: Duncan Tucker
Com: Felicity Huffman, Kevin Zegers, Fionnula Flanagan mais
Gênero: Drama , Comédia
Nacionalidade: EUA

REFERÊNCIA:
Site Adorocinema. Transamérica. Disponível em: <http://www.adorocinema.com/filmes/filme-108597/> Acesso em: 14 de outubro 2014.


Postagem realizada originalmente em: 14/10/14

Direitos Sexuais são Direitos Humanos


UNIVERSIDADE FEDERAL DE LAVRAS
PIBID PEDAGOGIA

Direitos sexuais são Direitos Humanos

Por: Marco Polo Amaral

Os direitos sexuais são direitos humanos universais baseados na liberdade, dignidade e igualdade para todos os seres humanos. Saúde sexual é o resultado de um ambiente que reconhece, respeita e exercita estes direitos sexuais.
Durante o XV Congresso Mundial de Sexologia, ocorrido em Hong Kong (China), entre 23 e 27 de agosto de 1999, a Assembleia  Geral da WAS – World Association for Sexology, aprovou as emendas para a Declaração de Direitos Sexuais, decidida em Valência, no XIII Congresso Mundial de Sexologia, em 1997.
Saúde sexual é um direito fundamental, então saúde sexual deve ser um direito humano básico. Para assegurarmos que os seres humanos e a sociedade desenvolva uma sexualidade saudável, os seguintes direitos sexuais devem ser reconhecidos, promovidos, respeitados e defendidos por todas sociedades de todas as maneiras.

DIREITOS SEXUAIS

I. O DIREITO À LIBERDADE SEXUAL – A liberdade sexual diz respeito à possibilidade dos indivíduos em expressar seu potencial sexual. No entanto, aqui se excluem todas as formas de coerção, exploração e abuso em qualquer época ou situações de vida.
II. O DIREITO À AUTONOMIA SEXUAL, INTEGRIDADE SEXUAL E À SEGURANÇA DO CORPO SEXUAL – Este direito envolve a habilidade de uma pessoa em tomar decisões autônomas sobre a própria vida sexual num contexto de ética pessoa e social. Também inclui o controle e prazer de nossos corpos livres de tortura, mutilação e violência de qualquer tipo.
III. O DIREITO À PRIVACIDADE SEXUAL – O direito às decisões individuais e aos comportamentos sobre intimidade desde que não interfiram nos direitos sexuais dos outros.
IV. O DIREITO A LIBERDADE SEXUAL – Liberdade de todas as formas de discriminação, independentemente do sexo, gênero, orientação sexual, idade, raça, classe social, religião, deficiências mentais ou físicas.
V. O DIREITO AO PRAZER SEXUAL – prazer sexual, incluindo autoerotismo, é uma fonte de bem estar físico, psicológico, intelectual e espiritual.
VI. O DIREITO À EXPRESSÃO SEXUAL – A expressão é mais que um prazer erótico ou atos sexuais. Cada indivíduo tem o direito de expressar a sexualidade através da comunicação, toques, expressão emocional e amor.
VII. O DIREITO À LIVRE ASSOCIAÇÃO SEXUAL – significa a possibilidade de casamento ou não, ao divórcio, e ao estabelecimento de outros tipos de associações sexuais responsáveis.
VIII. O DIREITO ÀS ESCOLHAS REPRODUTIVAS LIVRES E RESPONSÁVEIS – É o direito em decidir ter ou não ter filhos, o número e tempo entre cada um, e o direito total aos métodos de regulação da fertilidade.
IX. O DIREITO À INFORMAÇÃO BASEADA NO CONHECIMENTO CIENTÍFICO – A informação sexual deve ser gerada através de um processo científico e ético e disseminado em formas apropriadas e a todos os níveis sociais.
X. O DIREITO À EDUCAÇÃO SEXUAL COMPREENSIVA – Este é um processo que dura a vida toda, desde o nascimento, pela vida afora e deveria envolver todas as instituições sociais.
XI. O DIREITO A SAÚDE SEXUAL – O cuidado com a saúde sexual deveria estar disponível para a prevenção e tratamento de todos os problemas sexuais, precauções e desordens.

REFERÊNCIAS
Educação Inclusiva: Tecendo Gênero e Diversidade Sexual Nas Redes De Proteção Direitos Sexuais são Direitos Humanos. Disponível em: <http://www.ded.ufla.br/ei/18_de_maio.htm> Acesso em 30 de maio 2014
Declaração dos Direitos Sexuais. Disponível em:<http://www.dhnet.org.br/direitos/sos/gays/direitossexuais.html> Acesso em 30 de maio de 2014.

Para acessar o texto no Slideshare clique no link: Os direitos sexuais são direitos humanos.

Postagem realizada originalmente em: 08/09/14

Oficina Realizada na Escola Estadual Azarias Ribeiro

Por: Monica Andrade
O objetivo desta oficina foi tentar intervir no processo de construção das masculinidades e feminilidades a partir dos questionamentos sobre os brinquedos e brincadeiras.
Utilizando de uma abordagem transversal, foi trabalhado o conteúdo de gênero na disciplina Português, com leitura do texto; artes, com desenhos da parte do livro que as crianças mais gostaram; matemática, com as formas geométricas sólidas e planas.
O ponto de partida para a oficina foi a leitura do livro “O menino que ganhou uma boneca” de Majô Baptistoni.
Em um segundo momento, conversa informal com as crianças, que falaram suas experiências pessoais, foram realizados comentários sobre o livro: se brincar de boneca é somente para meninas, se brincar de carrinho é somente para meninos. No livro, Paulinho tem uma experiência muito positiva brincando de boneca, mas não foi fácil para ele superar, pois vivenciou a dicotomia: eu quero brincar de boneca com eu não posso brincar de boneca, é coisa de menina!
No terceiro momento, desenho livre relacionado ao livro, ”O menino que ganhou uma boneca”.
No quarto momento, as formas geométricas sendo trabalhadas com sólidos. Como no livro “O menino que ganhou uma boneca” os vários presentes que o personagem ganhou retratam as formas geométricas, levamos os sólidos para trabalho. Embrulhamos alguns brinquedos nas formas geométricas, em papel de presente. Foram eles carrinho, boneca, chocalho e bola. As formas levadas: cubo, paralelepípedo, esfera e pirâmide. As crianças teriam que descobrir o que havia dentro do presente, fizemos uma roda no pátio, todas tocaram os presentes,manusearam, opinaram e tiveram que descobrir qual era a forma geométrica sólida. Em seguida, intencionalmente, escolhemos um menino para abrir o presente com a boneca e uma menina para abrir o presente com o carrinho. Todos tiveram contato com todos os brinquedos, que eram passados de uma criança para outra.
No quarto momento, para finalizar esta oficina, entregamos giz a cada uma das crianças e pedimos que desenhassem, no chão do pátio, personagens utilizando-se das formas geométricas especiais: quadrado, triângulo, retângulo, círculo.
Esta oficina foi (e será) de grande valia para desenvolvimento infantil, através de discussões das relações humanas e da implicância destas relações no cotidiano, desencadeando diálogos e reflexões sobre gênero, problematizando os estereótipos na fala e comportamento das crianças.




 

REFERÊNCIA:
BAPTISTONI,Majô. O menino que ganhou uma boneca. Maringá: Ed. Massoni, 2002.

Postagem realizada originalmente em: 18/11/14

Menino Transexual quer ver meninas peladas no banheiro

Por: Claudinéia da Conceição Ferreira de Assis Malta

      O vídeo em pauta foi exibido pelo programa de televisão Fantástico na rede Globo e apresenta a luta de uma família dos Estados Unidos que foi obrigada a travar uma batalha na justiça contra a escola de Coy, uma criança transexual de apenas seis anos de idade. A criança foi discriminada pela diretoria do colégio que a proibiu de usar o banheiro das meninas e o dos meninos para não dividir opiniões entre outras crianças.
     Postado no Youtube, o vídeo gerou muitos comentários discordantes. Algumas pessoas não concordaram com o título da matéria, outras não aceitaram que a criança possa ter o direito de decidir ser menino ou menina e que, por estar em formação, o pai e a mãe é que devem decidir. Nos referidos comentários as pessoas tecem conjecturas, se acham perfeitas e julgam as diferenças.

     Fica o desafio: tentar compreender as diferenças. A criança não escolhe ser transexual e a constituição de sua identidade é complexa, enigmática e paradoxal requerendo, fundamentalmente, o respeito à sua singularidade.  








Disponível em:<https://www.youtube.com/watch?v=WGXuRMhaQ0IAcesso em 12 dez 2014.


Postagem realizada originalmente em: 15/12/14

As Concepções de Gênero e as Construções Sociais das Masculinidades e Feminilidades a partir dos Vídeos “Minha Vida de João" e “Era uma vez outra Maria”

Por: Giane Maria Costa Pereira
Marco Polo Amaral

A separação dos gêneros, a visão e conceitos do que são as atribuições, comportamentos e estereótipos do masculino e do feminino estão presentes em nossa cultura onde, historicamente, as mulheres foram as responsáveis por desempenhar funções ligadas à sua condição biológica de gerar. Como poderiam dar a luz, amamentar, ficaram encarregadas do cuidado com a prole, além do carinho e da demonstração de afeto. Ao homem coube o desempenho de outras funções que não as domésticas e aos cuidados com filhos e filhas.
Desde que nascemos somos educados/as para conviver em sociedade, porém de maneira distinta, caso sejamos menino ou menina. Esta distinção influencia, por exemplo, a decoração do quarto da criança, a cor das roupas e dos objetos pessoais, a escolha dos brinquedos e das atividades de lazer. (BRASIL, 2009 p. 48)
O vídeo “Era uma vez outra Maria” mostra como é a iniciação na vida doméstica e sexual  da maioria das meninas, que constitui ajudar a mãe a lavar, passar e cozinhar, estudar, arrumar um namorado, casar e ter filhos e filhas.
Maria gostava de futebol, mas nem por isso era menos feminina, porém sempre era apartada do universo masculino. No vídeo a vida de Maria não se dá da forma como ela havia planejado, pois engravida cedo e se vê as voltas com o filho, estudos e emprego. No final Maria não fica com João arrumando outro namorado construindo uma história de vida diferente da considerada socialmente ideal.
O vídeo “Minha vida de João” mostra como é a construção da identidade do gênero masculino, permeado por conceitos e concepções machistas, sofrendo influencia da relação do pai e da mãe, do alcoolismo na família, da descoberta da sexualidade, das relações de gênero, abordando ainda questões como o primeiro emprego, a gravidez inesperada da namorada, as doenças sexualmente transmissíveis e a paternidade.
No vídeo João quando fica sabendo da gravidez da namorada se embriaga, e os dois acabam brigando. Ameaçando bater em Maria, João se lembra de situação parecida ocorrida com o seu pai e sua mãe e rapidamente toma outra postura fazendo carinho em Maria aceitando sua condição.
            Nos vídeos estão sempre presentes as figuras do lápis e da borracha que apagam e desenham outras situações e ações para João e Maria, ou seja, representam as imposições que ainda há em nossas famílias e sociedade em geral sobre quais devem ser as características, modos de comportamento e todas as demais concepções idealizadas e ainda arraigadas sobre o feminino e masculino.
A figura do lápis nos dois vídeos poda o sentimento e vontades de ambos, substituindo pelo que é socialmente aceitável e esperado para o masculino e feminino, a exemplo das cenas em que Maria pensa em jogar futebol e o lápis apaga seus pensamentos e intenções colocando uma boneca em seus braços. Da mesma forma quando João começa a brincar com uma boneca e é substituída por uma arma de brinquedo.


                                   "Minha vida de João"

                                  "Era uma vez outra Maria"




REFERÊNCIAS
BRASIL. Gênero e diversidade na escola: formação de professoras/es em Gênero, Orientação Sexual e Relações Étnico-Raciais. Livro de conteúdo. Versão 2009. Rio de Janeiro: CEPESC; Brasília: SPM, 2009.
“Minha vida de João” (23 minutos) (2001). Produção Jah Comunicações. Direção Reginaldo Bianco. Produtores: Instituto Promundo; Ecos Comunicação em Sexualidade; Instituto Papai; Salud y Género.

“Era Uma Vez Outra Maria” (20 minutos) (2001). Produção Jah Comunicações. Direção Reginaldo Bianco. Produtores: Instituto Promundo; Ecos Comunicação em Sexualidade; Instituto Papai; Salud y Género.



Postagem realizada originalmente em: 01/12/14

Monólogo "O Contador de Histórias”

Por: Juliana Graziella Martins Guimarães

No dia 10 do mês de dezembro, apresentei o monólogo “O Contador de Histórias” para as turmas da disciplina de Psicologia da Educação na UFLA. 
Vestir-me de um brasileiro que é uma exceção nas estatísticas brasileiras, por quem tenho grande admiração, para apresentar a sua história é uma experiência fantástica.
Nas turmas do período da manhã, foi possível perceber a distância com relação a história de Roberto. Os alunos e alunas ali presentes não conheciam a história e sequer sabiam da existência dele. Quanto a instituição FEBEM a maioria não fazia ideia do que era e como essas instituições voltadas a ressocialização de menores não tem estrutura e incentivo para acompanha-los e reintegrá-los à sociedade. Além disso opiniões acerca de redução de maioridade penal como tentativa de redução e até mesmo solução para criminalidade se fizeram presentes.
Foi possível perceber que essas turmas estavam mais interessadas em questões atuais e presentes nas páginas policiais brasileiras, do que a real prova de superação dessas estatísticas por um brasileiro que preferiu escrever e contar sua própria história.
No turno da noite, a turma se mostrou mais interessada. Alguns conheciam a história de Roberto o que possibilitou uma conversa mais fluente e agradável. Não estavam presos às questões policiais e criminais, atendando para os detalhes da história, a desenvoltura e a maneira como o personagem resolvia seus conflitos e a importância de se permitir ser ensinado, ajudado e cuidado. 

Postagem realizada originalmente em: 23/12/14

terça-feira, 25 de julho de 2017

Oficina "Minha Vida de João" E. E. Dora Matarazzo - 6°, 7°, 8° e 9° anos

Por: Juliana Graziella Martins Guimarães
Marco Polo Amaral
Natany Silva

Nascemos biologicamente machos ou fêmeas, mas nos tornamos masculinos ou femininos por meio das relações sociais as quais estamos inseridos/as desde cedo. Essas relações sociais são permeadas por relações de poder, em que ainda há um domínio do feminino pelo masculino, reflexos da cultura machista que ainda é forte em nossa sociedade.
A partir desse pressuposto, a equipe do PIBID, por meio de oficinas pedagógicas desenvolvidas com crianças e adolescentes, têm realizado um trabalho de reflexão e aprofundamento de um tema que deixa professoras e professores tão pouco a vontade e indiferentes às questões que inevitavelmente afloram e se fazem presentes no cotidiano escolar.
O trabalho teve como objetivo principal discutir a questão da construção das identidades de gênero e sexual a partir do que se considera ser masculino ou feminino, bem como a influência da família, mídia, escola e sociedade nessa construção.
Para a realização da oficina, foi exibido e discutido o vídeo “Minha Vida de João”. Em seguida, foi proposto aos/as estudantes que elaborassem histórias em quadrinhos a partir das imagens e situações do vídeo, onde deram "voz" as personagens do vídeo de acordo com as interpretações e experiências pessoais de cada um/a.
Com as diversas discussões suscitadas pelo vídeo, identificamos como é forte influência dos estereótipos e preconceitos em relação à homossexualidade e aos “papeis” de gênero. Os desenhos realizados de forma livre pelos/as estudantes, após assistirem o vídeo corroboraram que essas concepções são notadamente influenciadas por representações as quais os/as estudantes têm contato desde cedo por meio dos grupos sociais aos quais estão inseridos/as, principalmente a família, escola e também a mídia.
As oficinas, usando recursos audiovisuais, podem melhorar a convivência dos e das estudantes na escola. Algum estranhamento acerca do tema, a princípio, dificulta a realização de atividades propostas, porém, nos momentos em que aconteceram as oficinas, os e as estudantes demonstraram interesse e colaboração às atividades propostas e os temas puderam ser bem trabalhados e problematizados.


MATERIAL PRODUZIDO POR ALUNAS/OS DO 6º ANO B



MATERIAL PRODUZIDO POR ALUNOS/AS DO 7º ANO


MATERIAL PRODUZIDO POR ALUNOS/AS DO 8º ANO


MATERIAL PRODUZIDO POR ALUNOS/AS DO 9º ANO



Referência:
“Minha vida de João” (23 minutos) (2001). Produção Jah Comunicações. Direção Reginaldo Bianco. Produtores: Instituto Promundo; Ecos Comunicação em Sexualidade; Instituto Papai; Salud y Género.

Postagem realizada originalmente em: 13/11/14

Depois Daquele Viagem - Valéria Polizzi

Por : Janaína Vilares Pinto Ribeiro Fonseca

A coragem e a luta da autora, Valéria Polizzi, acabaram por torná-la um símbolo de sobrevivência para os/as portadores/as do temido vírus HIV. O livro é uma auto-biografia da autora, que aos 16 anos contraiu o vírus. Lançou-o em 1999, quando estava com 23 anos, após a insistência dos amigos que pediam para que ela contasse sua história, seus sofrimentos, mas também suas vitórias.
Em forma de diário, em tom coloquial próprio dos jovens, Valéria relata com bom humor e descontração as suas vivências com os amigos, os namoros, o despertar da sexualidade, a angústia diante dos exames e muitas outras coisas que atormentam qualquer adolescente.
O livro é o testemunho vivaz de uma adolescente com sólida formação educacional e familiar que por um desses descuidos cuja razão jamais se alcançará completamente, mantém uma relação sexual sem a utilização do preservativo.
Na obra, ela mostra como, de repente, por causa da quatro letrinhas, sua vida passou por uma reavaliação radical. Ela expõe, sem meias palavras, como a doença mexeu com sua cabeça e com seus sentimentos.
Depois daquela viagem é um livro triste e alegre, tocante e verdadeiro, um testemunho da coragem e da determinação de levar adiante a vida, apesar da AIDS.

Postagem realizada originalmente em: 09/12/14

Oficina: Gênero e Sexualidade - Presídio de Lavras

Por: Juliana Graziella Martins Guimarães

            No dia 25 do mês de setembro de 2014, foi realizada na Unidade Prisional de Lavras, uma oficina sobre gênero e sexualidade, que teve como objetivo esclarecer questões referentes a gênero e sexualidade sob a perspectiva da formação da masculinidade e feminilidade a partir dos personagens João e Maria, respectivamente. Além de trabalhar aspectos como afetividade, respeito e interação social, resultando em um momento participativo e prazeroso. Os curtas em formato de desenho animado “Minha vida de João” e “Era Uma Vez Outra Maria” foram exibidos aos alunos, que ao final foram provocados a participarem com reflexões ilustradas por meio de recontos e desenhos das cenas marcantes.
             Durante a exibição da história de João, alguns custodiados manifestaram a respeito das intervenções feitas pelo lápis, dizendo que ele representava a sociedade e tudo aquilo que ela nos impõe.
            Outra manifestação marcante durante a oficina aconteceu no momento em que João engravidou Maria. Para os custodiados ali presentes o choro de João não aliviaria ou diminuiria a responsabilidade de assumir o filho.
            Durante a exibição de “Era Uma Vez Outra Maria”, a maioria constatou que João era o tipo de pessoa que aceitava tudo que a sociedade lhe impunha, ao contrário de Maria que escrevia a sua história como queria, e lutava contra uma sociedade machista repleta de padrões pré-estabelecidos.
            Questões acerca do respeito ao próximo, empatia e lutas contra uma sociedade machista e desigual foram levantadas. Colocações como “pra mulher é sempre mais difícil”, “aí o João perdeu!”, “vai chorar agora João?” estabeleceram uma conversa descontraída e agradável a todos.
            A atividade foi registrada na Intranet da Secretaria de Estado de Defesa Social, possibilitando que outras Unidade Prisionais do Estado partilhassem dessa experiência única e produtiva que rendeu algumas conversas pelos corredores do Presídio e em outros momentos de atendimento aos presos conforme relatos de alguns profissionais que compõe a equipe multidisciplinar de atendimento.

      
Postagem realizada originalmente em: 23/12/14

Histórias de Crianças Transgêneras

Por: Wanessa Nogueira de Abreu

O documentário a seguir, nos mostra histórias de três crianças que nasceram “morfologicamente” meninos ou meninas que não se sentiam confortáveis em seus corpos por perceberem que seus órgãos genitais não correspondiam com o que elas realmente eram, mas com o apoio da família, da escola e dos amigos, suas vidas se transformam.



Postagem realizada originalmente em: 30/11/14

quarta-feira, 19 de julho de 2017

Casa-Grande (1ª Ed.: 1933) Gilberto Freyre

Por: Zélia Clarinda de Assis


Este livro é um excelente texto cultural para caracterizar a historiografia nacional. O nome do autor: Gilberto Freyre dispensa comentários. Sua obra-prima (um monumento com mais de 700 páginas) apesar de ter sido escrito na década de 1930 (com todos os preconceitos epistemológicos da época) continua sendo leitura obrigatória para quem deseja aprofundar sobre a história do Brasil, mais precisamente, sobre as relações sociais entre as três etnias que marcaram a fundação de nossa civilização: a portuguesa, a indígena e a negra. De forma bem agradável e até irônica, sua leitura é um passeio pelos dilemas da sociedade escravocrata, desde o nascimento dos meninos de engenho até a morte dos barões e seus lacaios. O grande mérito do livro foi explicitar as relações de gênero dentro do contexto patriarcal da época (do século XVI ao XVIII), incluindo os desmandos das baronesas, a submissão da mulher perante o marido e a miscigenação com as escravas. Enfim, relações sexuais que são articuladas às relações de poder que vem da monocultura, sejam canavieira ou cafeeira.


Postagem realizada originalmente em: 16/12/14

O Desabafo da Violentada

Por: Natany Avelar

A poesia abaixo foi escrita por uma bolsista do PIBID após iniciar estudos sobre a violência sexual e a pedofilia. O texto estudado compõe o livro Tecendo Gênero e Diversidade Sexual nos Currículos da Educação Infantil (RIBEIRO, 2012). Várias discussões coletivas foram realizadas após a leitura individual do texto e, um dos aspectos evidenciados foi que é importante salientar que os malefícios físicos e psicológicos das violências sexuais são irreversíveis.
“Não é possível mensurar os traumas e não existe como determinarmos o que vem depois da revelação da violência sexual, mas acreditamos que é necessário romper com o pacto do silêncio, denunciando-a em suas diversas formas.” (FARIA e PAULINO In: RIBEIRO, 2012, p. 369).
Tentando descrever os sentimentos e as dores de uma pessoa que sofre com esse tipo de violência, o texto deixa claro que essa violação de direitos pode acarretar marcas, não somente físicas, que ficam por toda vida.



O DESABAFO DA VIOLENTADA

Natany Avelar

Todos os dias eu acordo com vontade de chorar,
Todos os dias eu penso em deixar essa vida.
É difícil tentar esquecer o passado,
Tentar não lembrar o que houve e me vejo sem saída.

Tanta gente vive normalmente
E eu fico pensando: Por que eu?
Por que tanto sentimento ruim?
Onde está Deus?

E quando vejo uma criança, penso em sua situação,
E me vejo, me lembro, me desmorono.
Lembro-me daquele homem de olhar grosseiro,
No quarto, me tirando o sono.

Lembro-me do cheiro de álcool,
De suas mãos ásperas em meu pequeno corpo,
E de seu pedido de silêncio.
Lembro-me do homem, do monstro, do porco.

Não me esqueço do seu toque,
Não me esqueço do meu medo,
Porque se fosse bom, se fosse carinho,
Não seria em segredo.

Aquilo me machucava, por fora, por dentro,
Eu temia por aquilo o dia inteiro.
Todos fingiam não saber de nada
E eu me enganava pensando que seria passageiro.

Acabou, mas não passou.
Acabou porque fugi daquela agonia,
Saí por esse mundo tentando viver melhor,
Mesmo que sozinha.

Agora não tenho ninguém,
Não sei se é bom ou ruim.
Mas fiz o que deveria fazer,
Não sei o que seria de mim.

Hoje um rapaz passou e me deu flores,
Não sorri, pois não tenho motivo.
Aqui no peito ainda tenho um coração,
Não sei morto ou vivo.



REFERÊNCIA
RIBEIRO, Cláudia Maria (org). Tecendo Gênero e diversidade sexual nos currículos da Educação Infantil. UFLA, Lavras, 2012, p. 355-370.



Postagem realizada originalmente em: 15/12/14